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Portugal Imaginado na EXD09

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Somos participantes da exposição da ExperimentaDesign 09—Timeless—comissariada pelo Frederico Duarte e pelos Pedrita patente no Museu do Oriente até dia 8 de Novembro.

Partimos do trabalho de João Abel Manta para publicar um pequeno caderno a que demos o nome de Portugal Imaginado:

A identidade de um país é construída através da representação de um imaginário colectivo idealizado, evidente nas imagens de promoção turísticas. As imagens/lugares partem da história e da memória fabricando códigos que perpetuam essa imaginação colectiva. João Abel Manta propõe um “Turismo Novo”, duas composições fotográficas (Algarve e Braga) publicadas no Diário de Lisboa em Maio de 1974. JAM apropria-se de imagens de divulgação turística identificadas com a divulgação feita pela Secretaria Nacional de Informação para aí inscrever, numa atitude de rebelião, os ideais da revolução. O que importa aqui evidenciar é como a acção de JAM propõe uma nova leitura turística—o graffiti/mural está ligado ao 25 de Abril, sendo uma marca da inscrição, característica contrária à ordem e limpeza destacadas nos cartazes do SNI. Diz-se que JAM teria uma forma rápida de trabalhar e de reagir aos acontecimentos. É fácil imaginar o entusiasmo que contaminou o processo, a urgência, por detrás do projecto…

Mais sobre a exposição Timeless (e também sobre o nosso projecto) pode ser lido na conversa entre os comissários, Aurelindo Jaime Ceia e Eduardo Afonso Dias.

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Hora do lanche

Na padaria do bairro já nos conhecem, a Ana Maria/empregada e a Dona Agostinha/patroa. Aos meninos/srs arquitectos já lhes adivinha as vontades, às meninas/bonecas não lhes conhece os gostos, mas deixa-as pensar porque elas são indecisas e têm.. muito tempo…
Os meninos não explicaram como ocupavam os dias, não desmentiram o pressuposto profissional, adiaram o desmentido. As meninas são bonecas antes de profissionais independentes.. arquitectas?! pode lá ser!. devem estar é aos telefones e a tomar nota recados..
O pão não é mau de todo mas a manteiga, nã, não é verdadeira!

RE:

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4 de Abril, Praça Marquês de Pombal, Lisboa

Sem título

Às vezes, a melhor maneira de dar um soco é dar um passo atrás.
Mas, se recuares demais, isso não é combate nenhum.

E agora?

É incrível como seis anos da nossa vida se arrumam em algumas caixas e se metem numa carrinha que, após alguns kilómetros se esvazia em alguns minutos. Depois de tudo vazio, o que fazer?

Re: A propósito

disse Helena Vaz da Silva, em 1984

“(…) perde-se em militância; ganha-se em exigência crítica; esgotam-se as tolerâncias; acabam os sentidos únicos. Mantém-se uma questão: como preservar um trilho de identidade, para além do que se proliferava em múltiplo? Como co-habitar (n)a pluralidade, quando sempre se vivera à medida dos modelos exclusivos? (…) O 25 de Abril traduz-se em euforia e depressão nos rumos da consciência de esquerda e provoca um desenlace previsível: a quebra dos laços de identidade e a procura de um ser-se outro.”